09 fevereiro 2012

DIA DO FREVO

"Pernambuco tem uma dança
Que nem uma terra tem
Quando a gente entra na dança
Não se lembra de ninguémÉ maracatu, não!
Mas podia ser.
É bumba-meu-boi, não!
Mas podia ser.
Mas será o baião, não!
Mas podia ser.
É dança de roda, não!
Quero ver dizer...É uma dança
Que vai e que vem
Que mexe com a gente
É frevo, meu bem!"
(Capiba)

Foi por meio de uma publicação no Jornal Pequeno do Recife, de 9 de fevereiro de 1907, que a palavra Frevo foi publicada pela primeira vez na imprensa pernambucana. A descoberta foi feita pelo historiador Evandro Rabello, que em quase 40 anos de pesquisa detectou nesta publicação uma nota de chamada para o baile do Clube Carnavalesco Empalhadores do Feitosa, localizado entre os bairros de Campo Grande e Hipódromo. O texto foi intitulado como Olha aí o Frevo, assinado pelo jornalista Osvaldo de Almeida, cujo pseudônimo era Paula Judeu.

O Frevo, corruptela das palavras ferver, fervar, caiu na boca do povo que já naquele ano passava a dizer que a “onda era cair no frevo”. O estilo musical surgiu das polcas, dobrados e maxixe, e ganhou características próprias como marcha até que passou a ser dividido entre frevo-de-rua (instrumental), frevo-de-bloco (cantado com coral feminino e orquestra de pau e corda, precedido por um apito e um acorde na introdução) e o frevo canção (cantado por um intérprete, coro e orquestra de frevo).

Desde o início da sua existência, o Frevo vem ocupando seu espaço, graças aos nossos primeiros mestres compositores, como Levino Ferreira, Zumba, Capitão Zuzinha, Antônio Sapateiro, Lídio Macacão, Lourival Oliveira, Eugênio Fabrício, Eucário Barbosa, Raul Moraes, Edgard Moraes, João Santiago, Capiba, Nelson Ferreira, Irmãos Valença, Luis de França, e os seus seguidores como Getúlio Cavalcante, J. Michilis, Romero Amorim, Bráulio de Castro, Maurício Cavalcante, Marcelo Varella, Luis Guimarães, Claudio Almeida, Humberto Vieira, Heleno Ramalho, Spock, entre outros. Hoje, ao completar cem anos de batismo, o Frevo desponta nacional e internacionalmente como um estilo de música de grande expressão no cenário musical do planeta.Nestes cem anos, surgiram nas ruas do Recife, agremiações hoje também centenárias, como os clubes Vassourinhas (1889), Pás Douradas (1887) e Lenhadores (1897), além dos tradicionais Pão Duro, Prato Misterioso, Toureiros de Santo Antônio, Cachorro do Homem do Miúdo, Batutas de São José, Abanadores do Arruda, Banhistas do Pina, Madeira do Rosarinho, Rebeldes Imperial, O Balaço É Meu, Pão da Tarde, entre outros, que, juntamente com as agremiações mais novas, como Bloco da Saudade, Eu Quero Mais, O Bonde, Flor de Eucalipto, Ilusões, Aurora de Amor, Cordas e Retalhos e O Galo da Madrugada, sustentarão o Carnaval de rua do Recife, nos próximos 100 anos.
Fonte: site da Prefeitura do Recife

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